domingo, 16 de junho de 2013

O que a sociedade espera das organizações e dos gerentes?

  A importância da responsabilidade social corporativa surgiu nos anos de 1960, quando movimentos ativistas começaram a questionar o objetivo econômico singular das empresas. Questionavam, por exemplo, se as  grandes corporações não estariam sendo irresponsáveis ao discriminar as mulheres e as minorias em geral, como demonstravam a óbvia ausência de gerentes do sexo feminino  e de minorias na época. Ou se uma empresa como a Dow Corning não estaria dando as costas para suas responsabilidades sociais ao comercializar implantes de seios, quando os dados já indicavam que o vazamento de silicone podia ser muito prejudicial à saúde. Ou, ainda, se os fabricantes de cigarros não estariam ignorando deliberadamente os riscos para a saúde decorrentes da nicotina e de suas propriedades viciantes. Mais: se organizações como a Enron e sua empresa de contabilidade, a Arthur Anderson, não estariam falhando em proteger adequadamente os interesses financeiros de seus stakeholdes. Antes dos anos de 1960, poucas pessoas faziam esses questionamentos. Mesmo hoje, bons argumentos podem ocorrer de ambos os lados da questão da responsabilidade social. 
  Argumentos à parte, os tempos mudaram. Os gerentes são hoje frequentemente confrontados com decisões que abrangem responsabilidade social; filantropia, precificação, relações trabalhistas, conservação de recursos, qualidade do produto e operações em países com governos opressores, para citar apenas alguns dos fatores mais óbvios. Eles estão orientando essas áreas mediante reavaliação das formas de embalar, reciclagem de produtos, práticas de segurança ambienta, entre outras. A ideia de se tornar amigo do meio ambiente ou 'verde' terá reflexos em praticamente doso s setores da empresa, desde a concepção dos produtos e serviços até seu uso e subsequente descarte pelos clientes. Em um mundo globalmente competitivo, poucas organizações podem se dar ao luxo de ter uma publicidade ruim ou ramificações econômicas que possam ser carimbadas como socialmente irresponsáveis.
Poucos termos ou expressões foram definidos de antas maneiras quanto 'responsabilidade social'. Alguns dos significados mais populares incluem maximização de lucros, metas além do lucro, atividades voluntárias, preocupação pelo sistema social mais amplo e responsividade social. A maior parte do debate tem centrado o foco nos extremos. De um lado temos o ponto de vista clássico- ou puramente econômico- de que a única responsabilidade social da gerência é maximizar os lucros. Do outro lado, temos a posição socioeconômica, segundo a qual a responsabilidade da gerência vai além da obtenção de lucros, incluindo a proteção e a melhora do bem-estar da sociedade.

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